Fonte: Revista Oeste - Cristyan Costa entrevista:

Juristas discutem mandatos e alcanse das decisões individuais da corte

ives e dirceo 2Ives Gandra                                                              Dirceo Torrecillas Ramos

Presidida por Ives Gandra da Silva Martins, uma comissão de juristas da Fecomércio, em São Paulo, discute uma proposta de emenda à constituição (PEC) para reformar o Supremo Tribunal Federal (STF). Dirceo Torrecillas Ramos, vice-presidente da Academia Paulista de Letra Jurídicas, é um dos membros do colegiado;

O grupo, que começou os trabalhos em 19 de março, apresentará sugestões adicionais a um texto que já vinha sendo elaborado pelo instituto Atlântico, do Rio de janeiro, apurou a coluna.

Entre os temas em análise estão alterações das competências do STF, na forma de indicação dos juízes da corte e na duração dos mandatos.
Uma das propostas prevê o mandato de 12 anos para ministros, sem possibilidade de recondução. Hoje, eles permanecem no cargo até completar 75 anos.

A comissão também estuda elevar para 45 anos (hoje em 35 anos) a idade mínima para indicação ao tribunal e discutir a fixação de idade máxima. Outro ponto é a criação de critérios mais objetivos de qualificação, como reputação ilibada comprovada, produção acadêmica e experiências jurídica compatível com a função.

O grupo ainda pretende sugerir medidas para limitar decisões monocráticas. A proposta é que elas sejam levadas rapidamente ao plenário.

Também está em debate limitar decisões do STF em casos em que o congresso ainda não tenha legislado. A ideia é que o tribunal decida apenas situações específicas, deixando ao legislativo a responsabilidade de criar a regra geral.

A proposta reforça o princípio da transparência na atuação do poder público, previsto no artigo 37 da Constituição, que exige publicidade e clareza nos atos das autoridades.

Um relatório com a sugestões deve ser apresentado na próxima reunião do grupo, marcada para 6 de maio. Quando os trabalhos forem concluídos, o documento será apresentado ao parlamento. A iniciativa da PEC ocorre em meio ao escândalo do Master, o envolvimento do banco com ministros e a pressão por autocontenção.

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